De redes e hilos: memoria y representantes del movimiento antimanicomial en América Latina

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.18294/smyc.2025.5788

Palabras clave:

América Latina, Lucha antimanicomial, Derechos Humanos, Procesos de desinstitucionalización, Movimientos sociales latinoamericanos

Resumen

Este artículo se basa en una investigación de doctorado dedicada al análisis de la relación entre los procesos de reforma psiquiátrica y los movimientos sociales en América Latina. A partir de una metodología que combinó entrevistas con militantes, usuarios y profesionales en países de la región, observación participante en eventos nacionales e internacionales, así como análisis documental y revisión bibliográfica, se reconstruyó la trayectoria histórica del Movimiento Antimanicomial Latinoamericano, desde algunos de sus representantes. El texto destaca como punto de partida la resistencia de los locos y locas mexicanos internados en el hospital “Manicômio Geral de la Castañeda", cuyas cartas, fugas y participación en la Revolución Mexicana representan una denuncia inaugural contra la institucionalización psiquiátrica. Nise da Silveira, desde el “Centro Psiquiátrico Nacional” del Brasil, rechazó la violencia terapéutica y construyó un espacio basado en el afecto, la expresión simbólica y la libertad, revolucionando las prácticas psiquiátricas con la terapéutica ocupacional. En Argentina, se destaca la acción de Gregorio Baremblitt y psicoanalistas militantes, quienes articularon crítica teórica, compromiso político y producción institucional alternativa. El pensamiento de Franco Basaglia, desde Italia, en seminarios e intercambios, introdujo la psiquiatría democrática como plataforma ética y política de denuncia y transformación social. Paulo Amarante organizó redes de militantes, intelectuales y usuarios, y con los “Loucos pela Vida” visibilizó experiencias que reinventaron el lugar social de la locura en la Reforma Psiquiátrica brasileña. Se analiza la resistencia e importancia de Las Madres de La Plaza de Mayo en los Congresos de Salud Mental y Derechos Humanos, en Argentina. Finaliza mostrando cómo la constitución de la Red Latinoamericana y del Caribe de Derechos Humanos y Salud Mental, y RedEsfera actualizan el movimiento antimanicomial latinoamericano, históricamente formada por el tejido de redes e hilos que unen a las personas, la memoria y la acción colectiva en la lucha por una América Latina sin manicomios.

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Biografía del autor/a

Aisllan Assis, Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto, Brasil

Doutor em Saúde Coletiva, especialista em Psiquiatria e Saúde Mental. Professor de Saúde Coletiva da Escola de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Coordenador do Internado em Saúde Coletiva do curso de medicina. Docente permanente do Programa de Pós-graduação em Sustentabilidade Socioeconômica Ambiental da Escola de Minas da UFOP. Coordenador do Mestrado Interinstitucional em Saúde Pública (MINTER Saúde Pública) da Faculdade Medicina da UFMG e Escola de Medicina da UFOP. Integrante do Laboratório de Psicofisiologia (CNPq/UFOP). Coordenador do programa de pesquisa e extensão "De mãos dadas com Antônio Pereira", voltado para acolhimento e empoderamento da comunidade atingida por barragem e mineração, por meio da concretização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustetável (ODS), da UFOP, IFMG Campus Ouro Preto e UFV, com financiamento da Fundação de Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG). Coordenador do Estudo aprofundado da Saúde da População negra de Ouro Preto da Prefeitura Municipal de Ouro Preto (Casa de Cultura negra) e Centro de estudos e pesquisa em saúde coletiva (CEPESC). Coordenador do projeto de pesquisa para inovação na educação básica "Saúde mental nas escolas e fora delas", da UFOP e Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBM MG), com financiamento da FAPEMIG. Coordenador do projeto de extensão "Cia da Gente; arte, saúde e educação" e do curso "Abordagens do suicídio: cuidado, acolhimento e prevenção" da Fundação Gorceix e Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PROEX) da UFOP. Realiza pesquisas nas áreas da saúde coletiva e sustentabilidade (Ciências ambientais) com populações vulnerabilizadas e grupos étinico - raciais. Realiza projetos e ações de cuidado e acolhimento para Comunidades e Universidade de Ouro Preto e região dos Inconfidentes, Minas Gerais, Brasil. 

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Publicado

2025-12-15

Cómo citar

Assis, A. (2025). De redes e hilos: memoria y representantes del movimiento antimanicomial en América Latina. Salud Mental Y Comunidad, (19), 155–177. https://doi.org/10.18294/smyc.2025.5788

Número

Sección

Artículos