“Afectados por el tacto”: sentidos atribuidos por hombres a las prácticas de prevención del cáncer de próstata

https://doi.org/10.18294/sc.2020.2176

Publicado 11 febrero 2020 Open Access


Éric Santos Almeida Magíster en Salud Colectiva. Docente, Faculdade Pitágoras de Medicina de Eunápolis, Bahía, Brasil. , Raquel Souzas Doctora en Salud Pública. Profesora Asociada, Instituto Multidisciplinar em Saúde - Campus Anísio Teixeira, Universidade Federal da Bahia, Bahía, Brasil. image/svg+xml , Edirlei Machado Dos-Santos Doctor en Enfermería. Profesor Adjunto, Universidad Federal de Mato Grosso do Sul, Brasil. image/svg+xml




Vistas de resumen
1685
Cargando métricas ...



Palabras clave:

Masculinidad, Neoplasias de la Próstata, Tacto Rectal, Prevención de Enfermedades, Brasil


Resumen


El objetivo del estudio fue identificar y analizar los sentidos atribuidos por hombres a las prácticas relacionadas con la prevención del cáncer de próstata. Se realizó un estudio cualitativo, con entrevistas semiestructuradas, en el que participaron 21 hombres del municipio de Vitória da Conquista, Bahía. El período de recopilación de información fue entre julio y agosto de 2017. El análisis de los datos se basó en los principios de la hermenéutica-dialéctica. Se percibió que las prácticas relacionadas con la prevención del cáncer de próstata se elaboran con escasa información y permeadas por sentidos que remiten al miedo a la enfermedad, asumida como una sentencia a la vida, y a las repercusiones del tacto rectal, asimilado como una violación de la condición masculina. Se constató que las prácticas elaboradas para prevenir el cáncer de próstata reflejan las implicancias de la masculinidad en el cuidado de la salud de los hombres y, sobre todo, que la dureza masculina puede sentirse interpelada a partir de un tacto.


Referencias bibliográficas


1. Courtenay WH. Constructions of masculinity and their influence on men’s well-being: a theory of gender and health. Social Science & Medicine. 2000;50:1385-1401.

2. Gomes R. Sexualidade masculina, gênero e saúde. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2008.

3. Schraiber LB, Gomes R, Couto MT. Homens e saúde na pauta da Saúde Coletiva. Ciência & Saúde Coletiva. 2005;10(1):7-17.

4. Medrado B, Lyra J, Galvão K, Nascimento P. Homens por quê? Uma leitura da masculinidade a partir de um enfoque de gênero. Perspectivas em Saúde e Direitos Reprodutivos. 2000;3(1):12-16.

5. Gomes R, Nascimento EF. A produção do conhecimento da saúde pública sobre a relação homem-saúde: uma revisão bibliográfica. Cadernos de Saúde Pública. 2006; 22(5):901-911.

6. Giffin K. A inserção dos homens nos estudos de gênero: contribuições de um sujeito histórico. Ciência & Saúde Coletiva. 2005;10(1):47-57.

7. Schwarz E, Moura EC, Lima DC. Panorama da saúde do homem no Brasil. En: Reis A, Pereira A, (org.). Saúde de homens: Conceitos e práticas de cuidados. Rio de Janeiro: Águia Dourada; 2017. p. 3-24.

8. Couto MT, Pinheiro TF, Valença O, Machin R, Silva GSN, Gomes R, Schraiber LB, Figueiredo WS. O homem na atenção primária à saúde: discutindo (in)visibilidade a partir da perspectiva de gênero. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2010;14(33):257-270.

9. Sousa AR, Queiroz AM, Florencio RMS, Portela PP, Fernandes JD, Pereira A. Homens nos serviços de atenção básica à saúde: Repercussões da construção social das masculinidades. Revista Baiana de Enfermagem. 2016;30(3):1-10.

10. Connell RW. The social organization of masculinity. En: Mccann CR, Kim S, (org.). Feminist local and a global theory perspectives reader. New York: Routledge; 2013. p. 252-262.

11. Brasil, Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: Princípios e Diretrizes, Documento apresentado à Comissão Intergestores Tripartite (CIT) com as contribuições do Grupo de Trabalho de Atenção à Saúde. Brasília: MS; 2009.

12. Scott J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade. 1995;20(2):71-99.

13. Tourinho RB, Pompeo ACL, Glina S. Prostate cancer in Brazil and Latin America: epidemiology and screening. International Brazilian Journal of Urology. 2016;42(6):1081-1090.

14. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativas 2016 - Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro; INCA; 2016.

15. Gomes R, Rebello LEFS, Araújo FC, Nascimento EF. A prevenção do câncer de próstata: uma revisão da literatura. Ciência & Saúde Coletiva. 2008;13(1):235-246.

16. Sociedade Brasileira de Urologia. Nota oficial: Rastreamento do câncer de próstata [Internet]. 2017 [citado 30 ene 2019]. Disponible en: https://tinyurl.com/yhvfz4f9

17. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Rastreamento do Câncer de Próstata. Rio de Janeiro: INCA; 2013.

18. Amorim VMSL, Barros MBA, César LG, Goldbaum M, Carandina L, Alves MCGP. Fatores associados à realização dos exames de rastreamento para o câncer de próstata: um estudo de base populacional. Cadernos de Saúde Pública. 2011;27(2):347-356.

19. Santiago LM, Luz LL, Silva JFS, Mattos IE. Prevalência e fatores associados à realização de exames de rastreamento para câncer de próstata em idosos de Juiz de Fora, MG, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva. 2013;18(12):3535-3542.

20. Gomes CRG, Izidoro LCR, Mata LRF. Risk factors for prostate cancer, and motivational and hindering aspects in conducting preventive practices. Investigación y Educación en Enfermería. 2015;33(3):415-423.

21. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec; 2014.

22. Fontanella BJB, Luchesi BM, Saidel MGB, Ricas J, Turato ER, Melo DG. Amostragem em pesquisas qualitativas: proposta de procedimentos para constatar saturação teórica. Cadernos de Saúde Pública. 2011;27(2):389-394.

23. Ogunsanya ME, Brown CM, Odedina FT, Barner JC, Corbell B, Adedipe TB. Beliefs regarding prostate cancer screening among black males aged 18 to 40 years. American Journal of Men’s Health. 2017;11(1):41-53.

24. Gomes R, Nascimento EF, Rebello LEFS, Araújo FC. As arranhaduras da masculinidade: uma discussão sobre o tacto retal como medida de prevenção do câncer prostático. Ciência & Saúde Coletiva. 2008;13(6):1975-1984.

25. Oliveira PSD, Rocha RMB, Aguiar VMSN, Barbosa HA, Torres JDRV. Prevenir para não ter: Avaliando o conhecimento dos homens sobre prevenção do câncer de próstata. Revista de Enfermagem UFPE online. 2017;11(Supl.1):368-373.

26. Steffen RE, Trajman A, Santos M, Caetano R. Rastreamento populacional para o câncer de próstata: mais riscos que benefícios. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 2018;28(2):e280209.

27. Santos ROM, Ramos DN, Assis A. Construção compartilhada de material educativo sobre câncer de próstata. Revista Panamericana de Salud Pública. 2018;42:e122.

28. Magalhães M, Almeida J, Oliveira JE, Silva C. Avaliação dos conhecimentos dos utentes de uma USF do Grande Porto sobre o rastreio do cancro da próstata. Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. 2015;31(2):94-102.

29. Illich I. A expropriação da saúde: Nemesis da Medicina. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira; 1975.

30. Vieira LJES, Landim FLP, Caetano JA, Neta CAS. Prevenção do câncer de próstata na ótica do usuário portador de hipertensão e diabetes. Ciência e Saúde Coletiva. 2008;13(1):145-152.

31. Araújo JS, Conceição VM, Silva SED, Santana ME, Vasconcelos EV, Sousa RF. The social representations of men about prostate cancer. Revista Online de Pesquisa Cuidado é Fundamental. 2013;5(2):3884-3893.

32. Martins AM, Nascimento ARA. Câncer: Aspectos epidemiológicos e construção social da doença. En: Martins AM, Modena CM, (org.). Câncer e masculinidades: o sujeito e a atenção à saúde. Curitiba: Juruá Editora Psicologia; 2016. p. 13-23.

33. Connell RW. The social organization of masculinity. En: McCann CR, Kim S, (orgs.). Feminist local and a global theory perspectives reader. New York: Routledge; 2013. p. 252-262.

34. Bourdieu P. A dominação masculina. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil; 2015.

35. Grossi MP. Masculinidades: Uma revisão teórica. Antropologia em Primeira Mão. 2004;(75): 1-36.

36. DaMatta R. Republicação: Tem pente aí?, reflexões sobre a identidade masculina. Enfoques. 2010;9(1):134-151.

37. Modena CM, Martins AM, Ribeiro RBN, Almeida SSL. Os homens e o adoecimento por câncer: Um olhar sobre a produção científica brasileira. En: Martins AM, Modena CM, (orgs.). Câncer e masculinidades: o sujeito e a atenção à saúde. Curitiba: Juruá Editora Psicologia; 2016. p. 57-74.

38. Modesto AAD, Lima RLB, D’Angelis AC, Augusto DK. Um novembro não tão azul: debatendo rastreamento de câncer de próstata e saúde do homem. Interface - Comunicação, Saúde, Educação. 2018;22(64):251-262.

39. Müller RF, Birman J. Negociando saberes e poderes: a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem e a Sociedade Brasileira de Urologia. História, Ciências, Saúde - Manguinhos. 2016;23(3):703-717.